<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Gosto Se Discute &#187; Cinema</title>
	<atom:link href="http://www.gostosediscute.com.br/tag/cinema/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.gostosediscute.com.br</link>
	<description>Só mais um blog do WordPress</description>
	<lastBuildDate>Tue, 05 Oct 2010 14:32:29 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.1</generator>
		<item>
		<title>Bastardos Inglórios</title>
		<link>http://www.gostosediscute.com.br/bastardos-inglorios/</link>
		<comments>http://www.gostosediscute.com.br/bastardos-inglorios/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 03:10:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Galvão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[tarantino]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gostosediscute.com.br/?p=207</guid>
		<description><![CDATA[Confesso que fui assistir Bastardos Inglórios com uma grande dose de desconfiança por um lado e de excitação por outro. A violência, às vezes com uma não-tão-estranha gratuidade, sempre me afastou da estética Tarantiniana. Se há uma coisa que valorizo acima de tudo na arte é a congruência de seus elementos. Explico: acredito que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso que fui assistir Bastardos Inglórios com uma grande dose de desconfiança por um lado e de excitação por outro. A violência, às vezes com uma não-tão-estranha gratuidade, sempre me afastou da estética Tarantiniana. Se há uma coisa que valorizo acima de tudo na arte é a congruência de seus elementos. Explico: acredito que o todo congruente de uma obra se dá a partir do momento em que as partes se relacionam, entre si, de forma necessária. Se um elemento sequer for removido, a obra perde o sentido. Em Bastados Inglórios, senti, pela primeira vez, como nunca em Tarantino, não apenas a força da violência, mas sua necessidade, ao se relacionar com o resto da obra. Não há violência gratuita. A violência é uma espécie de elemental invocado a partir do sofrimento humano causado pelos nazistas.</p>
<div id="attachment_209" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-209" src="http://www.gostosediscute.com.br/wp-content/uploads/inglourious-basterds-1.jpg" alt="Brad Pitt encarnando o sulista de sotaque tão forte quanto sua brutalidade, 'Aldo Raine'" width="300" height="199" /><p class="wp-caption-text">Brad Pitt encarnando o sulista de sotaque tão forte quanto sua brutalidade, &#39;Aldo Raine&#39;</p></div>
<p>Ela vai sendo dissipada durante todo o filme e a sensação que me tomou foi mudando. Logo em um primeiro momento, quando dos primeiros minutos do filme &#8211; os primeiros minutos do primeiro &#8216;capítulo&#8217; (sim, o filme é dividido em capítulos), o nível de tensão é ajustado em um nível bastante alto. Se fosse comparar com um ruído, seria suficiente para estourar os tímpanos de qualquer cidadão. Nesta primeira cena, um camponês avista uma viatura da SS e ordena que sua família entre em casa. Um oficial alemão, Hans Landa (Christoph Waltz), busca judeus que possam estar se refugiando na França e vai até a residência de Perrier LaPadite. A longa conversa, a lentidão das palavras do oficial alemão, a formalidade. Tarantino demora, sabiamente, até nos mostrar que realmente aquele homem refugiava judeus. Tomadas no rosto do Monsieur LaPadite e do oficial Landa evidenciam um contraste: o sofrer e a ansiedade de um homem de carne e osso versus a calma e o sadismo de um psicopata. O diálogo quase-silencioso entre LaPadite e o oficial Landa é genial. A tensão aumenta ainda mais, pouco a pouco, com o desenrolar da cena. LaPadite, para proteger sua família, é levado a entregar os refugiados e o velho &#8220;estilo Tarantino&#8221; é reconhecido quando os soldados que acompanhavam o oficial atiram um número desmedido de balas através do chão, onde a família judia estava escondida. Os tiros contrastam com o quase silêncio do diálogo anterior.  A força da cena e a veracidade demonstrada pela atuação de Waltz fazem com que toda a violência vista a partir dali seja desejada pelo público.</p>
<div id="attachment_208" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-208" src="http://www.gostosediscute.com.br/wp-content/uploads/inglourious-basterds.jpg" alt="Christoph Waltz" width="300" height="200" /><p class="wp-caption-text">Christoph Waltz</p></div>
<p>A ferramenta que o diretor usa para nos levar a verdadeiras &#8216;sensações orgásticas de vingança&#8217; é o pelotão dos &#8216;Inglourious Basterds&#8217;, liderado pelo Tenente Aldo Raine (Brad Pitt). O grupo executa toda sorte de crueldades contra os nazistas. Eles são a mão que Tarantino usa para, acima de tudo, e isto considero fato essencial para a compreensão completa do filme, fazer o público questionar sua própria moral. Para mim, foi impossível não me remeter à cena final de Dogville (onde nos questionamos porque nos sentimos tão bem com tamanha chacina), embora não seja tão explícito. Mas, de maneira semelhante, somos levados a nos questionar quanto a nossos valores: este ato de matar e torturar é repreensível e desumano, e mesmo assim sentimos um prazer imenso ao ver a brutalidade. Estamos sendo vingados. Somos levados um pouco mais próximo do Humano, mesmo que seja vergonhoso. Nietzsche questionou &#8220;quanto de verdade você pode suportar?&#8221;. Tarantino aperta em um botão dentro de nós. E é este o eixo. Ao reescrever a História, Tarantino pinta um quadro violento onde ao mesmo tempo sentimos prazer e nos questionamos quanto à ética desta fruição. Não posso falar mais pra não tornar isso num grande <em>spoiler</em>. Se ainda não assistiu, faça-o o mais rápido possível!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gostosediscute.com.br/bastardos-inglorios/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Da Nostalgia do Primeiro Amor</title>
		<link>http://www.gostosediscute.com.br/da-nostalgia-do-primeiro-amor/</link>
		<comments>http://www.gostosediscute.com.br/da-nostalgia-do-primeiro-amor/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 02:57:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema em Pauta]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gostosediscute.com.br/?p=10</guid>
		<description><![CDATA[Renato queria fazer as coisas como gente grande. Fazer parte da turma que se reúne na praça, usar calças compridas, cortar o cabelo sentado na cadeira destinada aos homens, e não às crianças, na barbearia. A ânsia dele é singular e ao mesmo tempo plural: como vários garotos de sua idade, Renato já exala os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:PunctuationKerning /> <w:ValidateAgainstSchemas /> <w:SaveIfXMLInvalid>false</w:SaveIfXMLInvalid> <w:IgnoreMixedContent>false</w:IgnoreMixedContent> <w:AlwaysShowPlaceholderText>false</w:AlwaysShowPlaceholderText> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> <w:DontGrowAutofit /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> <w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"> </w:LatentStyles> </xml><![endif]--> <!--[if gte mso 10]> <mce:style><!<br />
/* Style Definitions */<br />
table.MsoNormalTable<br />
{mso-style-name:"Tabela normal";<br />
mso-tstyle-rowband-size:0;<br />
mso-tstyle-colband-size:0;<br />
mso-style-noshow:yes;<br />
mso-style-parent:"";<br />
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;<br />
mso-para-margin:0cm;<br />
mso-para-margin-bottom:.0001pt;<br />
mso-pagination:widow-orphan;<br />
font-size:10.0pt;<br />
font-family:"Times New Roman";<br />
mso-ansi-language:#0400;<br />
mso-fareast-language:#0400;<br />
mso-bidi-language:#0400;}<br />
--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Renato queria fazer as coisas como gente grande. Fazer parte da turma que se reúne na praça, usar calças compridas, cortar o cabelo sentado na cadeira destinada aos homens, e não às crianças, na barbearia. A ânsia dele é singular e ao mesmo tempo plural: como vários garotos de sua idade, Renato já exala os hormônios da puberdade, mas é como ninguém que se apaixona por Malèna, a mulher mais observada da pequena Castelcuto, pequeno vilarejo da Sicília.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Malèna é casada com um dos muitos soldados italianos que estão combatendo na Segunda Guerra Mundial. Bela e solitária, conjuga dois predicados inaceitáveis para a população da cidadezinha. Todos acham que Malèna tem um amante. Ou vários. E já que Renato nutre fantasias cinematográficas com a mulher, não hesita em persegui-la em seus passeios diários à casa do pai idoso, para descobrir se quem ela visita é mesmo o amante. É desse voyeurismo pueril que Tornatore retira a essência da trama: todos temos um pouco de observadores da vida alheia, mas as consequências do que faremos com isso faz muita diferença.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">É fácil dizer que em <em>Malèna</em>, seu nono longa-metragem, o diretor Giuseppe Tornatore repetiu algumas de suas próprias fórmulas cinematográficas, como a da narrativa em primeira pessoa e em <em>flashback</em>, em um tom que remete às lembranças oníricas da infância, às vezes tendentes à fantasia ou à inverossimilhança. Mas o fato é que poucos sabem contar esse tipo de história que beira à nostalgia pura como ele. Em <em>Malèna,</em> aliás, <!--[if gte mso 10]> <mce:style><!<br />
/* Style Definitions */<br />
table.MsoNormalTable<br />
{mso-style-name:"Tabela normal";<br />
mso-tstyle-rowband-size:0;<br />
mso-tstyle-colband-size:0;<br />
mso-style-noshow:yes;<br />
mso-style-parent:"";<br />
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;<br />
mso-para-margin:0cm;<br />
mso-para-margin-bottom:.0001pt;<br />
mso-pagination:widow-orphan;<br />
font-size:10.0pt;<br />
font-family:"Times New Roman";<br />
mso-ansi-language:#0400;<br />
mso-fareast-language:#0400;<br />
mso-bidi-language:#0400;}<br />
--> <!--[endif]-->a fotografia de Lajos Koltai e a música de Ennio Morricone convidam o espectador à contemplação.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-11" title="malena" src="http://www.gostosediscute.com.br/wp-content/uploads/malena.jpg" alt="malena" width="400" height="270" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Apesar da paisagem paradisíaca das praias da Sicília, e da música convidativa às aventuras de Renato, o filme nos prega algumas peças, que servem para nos inculcar a seguinte questão: que importância damos ao que os outros pensam? Malèna é, claramente, vítima de um preconceito às avessas, e nem um julgamento oficial fará com que deixe de ser julgada, todos os dias, pela imaginação de homens e mulheres. Se ela traía ou não o marido, não importa. O que importa é que, diante da impossibilidade de escapar das fofocas, Malèna passa a dar motivos a elas. E apesar de a ela pouco interessar o que os outros pensam, seus observadores e algozes não a deixarão impune.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Em vários momentos da trama é possível pôr em dúvida o que de fato aconteceu a Malèna. Mas isso, igualmente, pouco importa. Além de oferecer um deleite aos olhos e aos ouvidos, Tornatore pretende que cada um de nós se identifique com Renato, em seu primeiro amor. Partindo do pressuposto de que o primeiro é sempre o mais puro, talvez aí sejamos capazes de entender que, somente amando incondicionalmente Malèna, a ele foi possível não julgá-la, aceitá-la e até perdoá-la de seus pecados.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"> </p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><em></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Ficha técnica:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Título Original: Malèna.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Direção: Giuseppe Tornatore.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Roteiro: Giuseppe Tornatore, baseado em história de Luciano Vincenzoni.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Fotografia: Lajos Koltai.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Música: Ennio Morricone.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Produção: Carlo Bernasconi e Harvey Weinstein.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Elenco: Mônica Bellucci (Malena Scordia), Giuseppe Sulfaro (Renato), Luciano Federico (pai de Renato), Matilde Piana (mãe de Renato), Gaetano Aronica (Nino Scordia).</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Lançado em 16 de março de 2001 no Brasil.</p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gostosediscute.com.br/da-nostalgia-do-primeiro-amor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

