Arquivo mensais:agosto 2009

O clamor da violência

Havia uma categoria de filme, entre as décadas de 1960 e 1990, chamada “policial”. Eram rotulados assim, filmes nos quais o enredo mostrasse o passo-a-passo de uma investigação policial, com direito a cenas de perseguição de carros e tiroteios nas ruas ou dentro de prédios, ou acompanhasse o esforço de um detetive (ou agente policial que não havia se deixado corromper) para desvendar um crime, ou ainda um personagem que se dizia inocente e fazia de tudo para achar os verdadeiros culpados. Eram tramas que envolviam suspense, ação e um pouco de romance. Bullit (1968), Klute – o passado condena (1971), Chinatown (1974), A Testemunha (1985), O Ano do Dragão (1985), Os Intocáveis (1987), Vítimas de uma paixão (1989) e O Diabo veste azul (1995) estão entre os bons filmes desse gênero.To Live and Die in L.A

O que antes se rotulava “policial”, hoje é chamado de “thriller”, e as tramas inteligentes e bem elaboradas cederam lugar aos efeitos de câmera e às explosões exageradas, na maioria das vezes. Só uma coisa não mudou: a presença da violência.

Um diretor que soube explorar muito bem a violência em seus filmes “policiais” foi William Friedkin. Realizador de Operação França (1971) – que ganhou cinco Oscar, incluindo melhor filme e melhor diretor –, Parceiros da Noite (1980), Viver e morrer em Los Angeles (1985) e Caçado (2003), esse amante da música erudita – chegou mesmo a abraçar o mundo da ópera –, consegue ainda hoje orquestrar cenas marcantes, seja em filmes ou episódios de série de TV, como CSI.

Ao assistir ao DVD de Viver e morrer em Los Angeles (To Live and Die in L.A.), cujo roteiro foi co-escrito pelo autor do livro que deu origem ao filme, o agente do Serviço Secreto Norte-americano, Gerald Petievich, junto com Friedkin, pude comprovar o clima nu e cru que cercou as gravações e as interpretações dos atores, uma vez que Friedkin não costumava ensaiar e refazer tomadas. Ele deixava as câmeras ligadas e seguia captando os gestos espontâneos dos atores, que em muitas cenas dispensaram os dublês e mandaram ver em lutas e perseguições bem autênticas. A violência é exacerbada, com inúmeros tiros à queima roupa (há chocantes disparos no meio da cara dos personagens), o que me remeteu à franquia Desejo de Matar, com Charles Bronson, mas sem os inúmeros palavrões, característicos dessa série.

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Viver e morrer em Los Angeles aborda o dia-a-dia de agentes do serviço secreto, que tem responsabilidades variadas, como escoltar o presidente e perseguir falsificadores de dinheiro e cartões de crédito. O personagem principal é o agente Richard Chance (William L. Petersen), um cara que vive o aqui e agora, e adora desafiar a morte (parece que Mel Gibson se inspirou nesse personagem para criar o Martin Riggs, de Máquina Mortífera), além de não medir esforços para conseguir o que quer, chegando mesmo a burlar a lei. Quando seu parceiro morre a dois dias de conseguir a aposentadoria, ele segue com tudo na pista do artista plástico e falsificador Rick Masters (William Dafoe), tendo que fazê-lo com um novo parceiro, John Vukovich (John Pankow), o qual ele aceita a contragosto. E o interesse amoroso de Chance é Ruth Lanier (Darlanne Fluegel), que em troca de não ter sua condicional revogada, aceita ser sua informante.

Para conseguir veracidade absoluta em seu filme, Friedkin tomou como consultor um ex-falsificador, que reproduziu todo o processo de falsificação de dinheiro (a sequência em que William Dafoe prepara as chapas, mistura as tintas, imprime e corta as notas e se livra do número de série original é maravilhosa, mostrando que aquilo era trabalho para um artista de fato), e assim eles fizeram várias notas de 20 dólares, dinheiro esse que depois foi queimado em uma cena do próprio filme. Além disso, Friedkin filmou algumas cenas dentro de uma penitenciária da Califórnia, tendo os detentos como figurantes.

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Apesar de ter sido filmado em 1985, Viver e morrer em Los Angeles traz situações condizentes com a nossa realidade. O primeiro elemento é o terrorista árabe que pretende explodir o prédio em que está o presidente dos EUA (eles fugiram do clichê da época, que seria o agente russo da KGB), depois são mencionadas as ilhas Cayman, já como uma referência à lavagem de dinheiro, e ainda há menções a uma relação lésbica.

O DVD traz um making of de quase meia hora, além de uma cena deletada e um final alternativo, fotos das filmagens, teaser e trailer de cinema.

Quem também atua nesse filme é John Turturro, Dean Stockwell e Robert Downey (o pai do ator que fez Chaplin e Homem-de-ferro), sendo os dois últimos, os únicos atores mais famosos do elenco na época, porque Friedkin preferiu trabalhar com atores em início de carreira.

Na sua estreia, Viver e morrer em Los Angeles teve uma boa bilheteria, mas a crítica o esnobou. Hoje, ganhou status de filme cult pela forma ousada como foi feito e segue como um dos melhores trabalhos do diretor de O Exorcista, que no dia 15 desse mês recebeu um prêmio pelo conjunto da sua obra, durante o Festival Internacional de Filmes de Locarno, na Suíça.

Os corações partidos de Porto Rico

O cinema porto-riquenho não tem muita expressividade no cenário mundial, mas de uns cinco anos pra cá eles têm acertado a mão e estão fazendo filmes que surpreendem e encantam a nós, cinéfilos. É o caso de Maldeamores (Lovesickness), uma produção de 2007, dirigida por Carlitos Ruiz Ruiz e Mariem Pérez Riera, com produção executiva de Benício Del Toro, que fez parte da seleção da 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em 2008, e foi um dos concorrentes a melhor filme, na categoria prêmio do júri, perdendo para o alemão O estranho em mim (Das Fremde in mir).

maldeamores_ver2Maldeamores é uma comédia constituída por três histórias paralelas, todas envolvendo atribulações amorosas. O prólogo do filme sintetiza o que veremos ao longo dos 83 minutos seguintes: um casal dentro de um carro (aqui o diretor faz uma ponta como ator), curtindo a estrada, quando de repente tem início uma discussão boba por causa de chicletes. A discussão termina quando a mulher abre a porta do carro e sai, isso com o veículo em movimento.

A primeira história é a de uma família que está viajando para um velório. A mulher, Lourdes, chora copiosamente a morte da avó, o marido, Ismael, agüenta a situação com uma cara de poucos amigos e Ismaelito se lamuria no banco de trás – mais pela saída no meio do jogo de beisebol do que propriamente pela perda da bisavó. Quando eles param na casa da família de Ismael, uma revelação causará tumulto no velório. E Ismaelito enamora-se pela primeira vez.

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A outra história mostra a relação entre um casal idoso, Flora e Cirilo, cujo “dever” de receber como hóspede o ex-marido de Flora, Pellín, que a havia abandonado há 35 anos, irá acarretar muitas confusões. Cirilo não aceita dividir o mesmo teto com Pellín e os três tentam se acertar aos trancos e barrancos.

Maldeamores2E a terceira história gira em torno de um homem que ainda vive com a mãe, mas que ao se apaixonar pela motorista do ônibus, percebe uma chance de mudar de vida. Ele faz uma promessa à Virgem Maria de que se casará com ela e sairá de casa. Ao se declarar, não é muito feliz e então sequestra o ônibus e toma todos os passageiros como reféns.

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Essas histórias vão sendo contadas por “capítulos” intercalados e, diferente do que a gente está acostumado a ver hodiernamente nesse tipo de narrativa, em nenhum momento as personagens se cruzam.

Maldeamores é um filme simples, com roteiro redondinho e interpretações francas, mesclando situações clichês com ideias originais. Mostra como somos capazes de transformar um sentimento tão belo em algo egoísta e mesquinho, porque embora focalizemos a pessoa amada, somos nós que estamos em primeiro plano, e muitas vezes não nos importamos se estamos agredindo ou sufocando o outro, contanto que o nosso desejo seja suprido. Assim, ora aceitamos calados a situação para alimentar a ilusão de que ainda somos queridos, ora chutamos o balde e botamos definitivamente os pingos nos “is”, ora não sabemos acolher os sentimentos que temos ou aqueles que nos são ofertados. E a lição para os adultos vem do primeiro amor, amor infantil, terno e sem complicações.

FICHA TÉCNICA:

Título original: Maldeamores
Direção: Carlitos Ruiz Ruiz e Mariem Pérez Riera
Ano: 2007
Duração: 83 min.
País: Porto Rico
Gênero: comédia

Mostra de cinema e Direitos Humanos na América do Sul

De 5 de outubro a 10 de novembro, dezesseis capitais brasileiras receberão a programação da 4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. Na ocasião, serão exibidas obras de cineastas sul-americanos sobre temas, valores e dilemas que dizem respeito à dignidade humana.

O evento é uma realização da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira.

Aqui em Natal, os filmes serão exibidos no auditório do SEBRAE, de 6 a 11 de outubro.

Para saber quando a mostra ocorerá em sua cidade, basta ir ao site oficial: http://www.cinedireitoshumanos.org.br/

Quando os bandidos eram os mocinhos

Qual é o ladrão que hoje em dia teria o topete de entrar numa delegacia de polícia, puxar conversa com os policiais e sair pela porta principal como se nada tivesse acontecido? Pra fazer algo desse tipo só mesmo o lendário assaltante de bancos John Dillinger, que se tornou Inimigo Público N°1 da América, durante o final da Grande Depressão e início do New Deal.

Public Enemies

A figura carismática de John Dillinger já foi explorada por Hollywood em filmes nos quais ele era o protagonista, como Dillinger – Inimigo Público n° 1 (1973), de John Milius, e outros em que ele fora apenas co-adjuvante, como Assassino Público Número Um (1957), de Don Siegel, onde Mickey Rooney encarnou o comparsa de Dillinger, Baby Face Nelson.

Visando mostrar o jogo de gato e rato entre John Dillinger e o investigador federal Melvin Purvis, o diretor Michael Mann (Colateral, Miami Vice) adaptou o romance de Bryan Burrough “Public Enemies: America’s Greatest Crime Wave and the Birth of the FBI, 1933-1943” e fez um filme de gângster elegante e convincente, embora historicamente impreciso em algumas passagens.

Inimigos Públicos (Public Enemies – 2009) foca os anos de 1933 e 1934, quando Dillinger (Johnny Deep) consegue fugir da Prisão de Lima, em Ohio, libertando alguns membros da sua antiga gangue. Ele passa a estabelecer conexões com o crime organizado para saber que bancos são mais rentáveis e valem à pena serem assaltados. Nesse mesmo período, Melvin Purvis (Christina Bale), que fazia parte do grupo de investigadores comandados por J. Edgar Hoover, os G-Men (grupo esse que se tornaria o FBI), consegue capturar Pretty Boy Floyd e segue na trilha de Baby Face Nelson e John Dillinger.

Inimigos_Publicos
Johnny Deep faz um Dillinger gentil, honesto, brincalhão, um tanto quanto presunçoso e arrogante, mas que se deixa cair de amores por uma moça chamada Billie Frechette (Marion Cotillard, que deve concorrer ao Oscar de atriz coadjuvante), contrastando com o sisudo e determinado Melvin Purvis, de Christian Bale.

Michael Mann brinca com o fato de Dillinger ter conquistado a simpatia dos norte-americanos e o coloca como o mocinho do seu filme, que pecou por se preocupar em fazer um espetáculo técnico e inovador (destaque para a tentativa de um flerte com o noir, mas ele errou a mão e muitas cenas ficaram escuras em demasia), mas se esqueceu de tratar os personagens e o roteiro de forma mais elaborada.

Inimigos Públicos não chega a empolgar, mas também não decepciona.

 

Ficha Técnica:

Título Original: Public Enemies

Direção: Michael Mann

Duração: 143 min.

País: EUA

Gênero: Drama

Neste domingo, mais um filme do ciclo “Flores do Irã”, exibido pelo Cineclube Natal no TCP

Em agosto, o Cineclube Natal propõe uma nova experiênca aos nossos olhares: é o ciclo temático “Flores do Irã”, iniciado na última sexta-feira, com “O Jarro”, e que continua no próximo domingo, com “Tempo de Embebedar Cavalos”. A sessão começa às 17h, no Teatro de Cultura Popular, na Rua Jundiaí, ao lado da Fundação José Augusto, por módicos R$ 2,00. Programa cinéfilo imperdível.

A seguir, um pouco mais sobre o filme, em texto elaborado por Gian Marchi, também do CCN:

Numa remota vila curda, localizada na fronteira entre o Iraque e o Irã, vivem cinco crianças órfãs de mãe, responsabilizadas pela perda da mula de um contrabandista. Ayoub (Ayoub Ahmadi) e sua jovem irmã Amaneh (Amaneh Ekhtiar-dini) trabalham em um bazar, a fim de juntarem dinheiro para pagar a mula perdida, ao mesmo tempo que precisam cuidar de Madi, o irmão caçula, que sofre de uma grave doença. Quando o pai deles morre, Ayoub precisa cuidar da família, apesar de sua tenra idade, passando a ajudar os contrabandistas, carregando pesadas cargas pelas montanhas até o Iraque e enfrentando a constante ameaça das minas e emboscadas. Mas quando a saúde de Madi piora, a única solução é uma operação no Iraque, a qual Ayoub não tem condições de pagar. Entretanto, uma possível solução surge quando a irmã mais velha das crianças, Rojin (Rojin Younessi) consegue um casamento arranjado no Iraque, com seu futuro marido se comprometendo a pagar a operação de seu irmão. Mas será que o destino será piedoso como essas crianças?

Sem enfeites ou soluções mágicas para os conflitos do filme, este é um relato realista – ao extremo, diga-se. O diretor nos mostra o esforço de crianças órfãs para conseguirem algum dinheiro, em meio às duras condições sob as quais vivem, sem qualquer tipo de assistência – ou mesmo piedade – dos adultos que as cercam. Uma estória deprimente e densa, cruel até, mas que retrata as condições sub-humanas que crianças e animais passam em certos países – mas como se pode falar em direitos dos animais em lugares em que nem seres humanos são levados em consideração? Apesar do tom pessimista, o filme é poético e transparece lindamente na relação afetiva entre os irmãos, trazendo ao espectador algum conforto dentro do seu lirismo. Especial destaque vai para a fotografia, que retrata muito bem a paisagem do noroeste iraniano. Ganhador do prêmio Camera D’Or no Festival de Cannes 2000, foi dirigido por Bahman Ghobadi, o mesmo de “Tartaruas Podem Voar”. E para os curiosos, não se precupem: o título é explicado no filme.

Ayla: a feminista pré-histórica

A Tribo da Caverna do Urso (The Clan of the Cave Bear) é uma produção norte-americana,  de 1986, com locações no Canadá,  dirigida por Michael Chapman (A Chance)  e estrelada por Daryl Hannah (Kill Bill, Blade Runner), Pamela Reed (Um tira no jardim da infância), James Remar (Milagre na Rua 34), Thomas G. Waites (Luz da fama) e John Doolittle (Robocop 2). Durante muitos anos, aqui no Brasil, esse filme foi tido como raro, pois havia sido lançado apenas em VHS pela Globo Filmes. Em 2008, eis que finalmente teve seu debut em dvd.

Nesse filme, vemos  a saga de Ayla (Daryl Hannah), uma Cro-Magnon órfã  que é criada por uma tribo Neandertal. Como Ayla é diferente (o que fica bem nítido pela sua aparência e inteligência), é sempre vista como uma “ameaça” dentro do grupo, principalmente aos olhos de Broud (Thomas G. Waites), o filho do chefe e futuro candidato a líder da tribo. No entanto, Ayla conta com a ajuda e o carinho do feiticeiro Creb (James Remar), juntamente com a irmã dele, Iza (Pamela Reed), para se adaptar aos costumes Neandertais.

Ayla é ousada e não aceita a submissão forçada a Broud, que a estupra frequentemente para mostrar a sua posição de superioridade.

The Clan of the Cave Bear_1

Assim, ela observa o treino dos homens e tem curiosidade de aprender a manusear armas, quebrando um tabu da tribo, para a qual uma arma tocada por uma mulher perdia a sua “força”. Ayla começa a treinar escondida,  e logo mostra domínio e destreza com a funda. Por  exercer uma atividade masculina é condenada à “morte silenciosa” e é expulsa da tribo, mesmo esperando um filho de Broud. Tem o bebê sozinha e passa a caçar para se alimentar. Porém, o instinto materno fala mais alto e ela resolve voltar à tribo durante um inverno rigoroso, procurando melhores cuidados para o bebê, que após uma recepção não muito calorosa, é aceito como membro e recebe o nome de  Durc.  Ayla permanece na tribo como curandeira e como “a mulher que caça”, vivendo sem nenhum companheiro.  No entanto, quando Broud expulsa Creb da tribo,  Ayala o desafia e é travado um embate corpo-a-corpo.  Ayla o vence e percebe que é o momento de seguir o seu próprio caminho, guiada pelo espírito do leão,  afastando-se daquele povo “primitivo” (tendo deixando uma “semente” entre eles) para fazer nascer um amanhã mais promissor junto aos seus, o “Outro Povo”.

O filme apresenta uma visão feminista e imperialista, sendo os Cro-Magnon uma metáfora dos norte-americanos que, por serem  “mais inteligentes, espertos e independentes”, conseguem se firmar perante os outros povos. Tema bastante apropriado ao contexto da Guerra Fria, em especial, por se inserir durante o governo de Ronald Reagan.

Quanto às questões técnicas, há um cuidado todo especial com os gestos, com o figurino e com a maquiagem. O som é caracterizado por “barulho” de acidentes naturais e rugidos de animais. Em se tratando da música, em geral, o que predomina são instrumentos de percussão, cadenceando os momentos de tensão dentro da história.

 

Esse filme é uma adaptação do romance homônimo de Jean Marie Auel, escritora norte-americana, nascida em 1936.  Depois de se  formar em Livros_de_AuelAdministração pela Universidade de Portland, Auel teve a ideia de escrever a história de uma menina, Ayla, a qual vivia em meio a um povo diferente dela.  Após dois anos de pesquisa sobre a pré-história, Auel escreveu The Clan of the Cave Bear, que só foi publicado em 1980, tornando-se um best seller e sendo traduzido para várias línguas. Esse foi o primeiro de uma série de cinco livros (a coleção foi batizada de Earth´s Children Series – Série das Crianças da Terra):  The Valley of the Horses (1983), The Mammoth Hunters (1985), Plains of Passage (1990) e The Shelters os Stone (2002). Auel ganhou inúmeros prêmios literários por essa coleção.

O roteiro foi assinado pela própria Auel junto com John Sayles (As crônicas de Spiderwick).

A Tribo da Caverna do Urso foi a segunda incursão de Michael Chapman atrás das câmeras. Sua estreia veio com A Chance (All the Right Moves, 1983), filme com Tom Cruise e Lea Thompson. Após esses dois filmes,  dirigiu Annihilator e The Viking Saga, mas como não foi bem visto pela crítica, Chapman decidiu retomar sua carreira como diretor de fotografia, que tem como marco Touro Indomável, um belo trabalho em preto-e-branco, dirigido por Martin Scorsese.

Apesar de não ser um filme ícone como A guerra do Fogo (The Quest for Fire, 1981), A Tribo da Caverna do Urso merece ser revisto e a voltar a ser exibido e discutido nas universidades, especificamente nos cursos de História e Antropologia.

 

 

 

Ficha técnica:

Título Original: The Clan of the Cave Bear

Direção: Michael Chapman

Ano: 1986

Duração: 93 min.

País:  EUA